Este não é o momento de irmos às compras de ativos de risco. Ainda. Chegará essa hora. Mas não é agora. O momento enseja cautela, diante de tanta incerteza e dispersão de resultados possíveis. Os mais pessimistas falam em taxa de desemprego de 30% para os EUA, queda de 30% do PIB no trimestre e dois anos de recessão. A verdade é que não se sabe o real impacto do coronavírus sobre a economia. Chutam um monte de coisa acreditando nos próprios superpoderes. Com efeito, não se sabe até se o melhor é promover o total lockdown ou se relaxar as regras de confinamento. Há dúvidas de toda a sorte no ar, o que enseja a necessidade de cautela e foco na proteção patrimonial. Pela primeira vez na nossa geração, podemos dizer, literalmente, que o foco do investidor deve estar na sobrevivência. Há algumas semanas, temos defendido uma postura conservadora e defensiva nos portfólios. Propusemos uma alocação da ordem de 30% em dólar e ouro, sugerimos redução da posição l...
Nesta semana, o coronavírus continuou como maior influenciador das oscilações dos ativos – porém, nos últimos dias o estrago foi maior. A semana até começou positiva, com a divulgação de mais estímulos pela China para tentar conter os impactos da doença na economia. No entanto, mais empresas (como a Apple e a Coca-Cola) afirmaram que seus resultados deste trimestre serão menores do que o esperado, em consequência das paralizações causadas pelo vírus. Além disso, mais mortes foram confirmadas no Japão e na Coreia do Sul. Com isso, as preocupações aumentaram, impactando, principalmente, o preço das ações. Dando continuidade ao que falamos semana passada sobre dados fracos da economia brasileira, nesta semana o relatório Focus já trouxe uma queda das projeções do mercado quanto ao crescimento do PIB brasileiro em 2020, de 2,30% há uma semana, para 2,23%. Além da decepção com os dados passados, a demora do governo em avançar com a agenda de reformas preocupa, uma vez ...