
Nesta semana, o coronavírus continuou como maior influenciador das oscilações dos ativos – porém, nos últimos dias o estrago foi maior. A semana até começou positiva, com a divulgação de mais estímulos pela China para tentar conter os impactos da doença na economia. No entanto, mais empresas (como a Apple e a Coca-Cola) afirmaram que seus resultados deste trimestre serão menores do que o esperado, em consequência das paralizações causadas pelo vírus. Além disso, mais mortes foram confirmadas no Japão e na Coreia do Sul. Com isso, as preocupações aumentaram, impactando, principalmente, o preço das ações.
Dando continuidade ao que falamos semana passada sobre dados fracos da economia brasileira, nesta semana o relatório Focus já trouxe uma queda das projeções do mercado quanto ao crescimento do PIB brasileiro em 2020, de 2,30% há uma semana, para 2,23%. Além da decepção com os dados passados, a demora do governo em avançar com a agenda de reformas preocupa, uma vez que são pontos importantes para o aumento da confiança dos investidores e, consequentemente, da retomada da economia. Após muitos adiamentos, nesta semana, Bolsonaro prometeu enviar ao Congresso a proposta da Reforma Administrativa depois do Carnaval. Veremos.
Nos EUA, no último dia da semana, foram divulgados dados econômicos mostrando que o vírus já impactou a atividade americana, agravando a queda dos preços das ações.
Como consequência das preocupações, tanto com o cenário interno quanto com o externo, e sem a atuação do Banco Central do Brasil desta vez, o dólar teve mais uma semana de alta. A moeda se valorizou 2,3% em relação ao real e fechou em R$ 4,39.
Ibovespa, Ifix e S&P 500 caíram 0,6%, 1,0% e 1,2%, respectivamente, na semana.
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